Sobre a esquizofrenia

A história de Joana

Aos 20 anos Joana estava no primeiro ano de faculdade, quando apresentou os primeiros sintomas.

Tornou-se progressivamente isolada dos amigos, queixava-se de tristeza, perdeu o apetite e o sono.

Passou a dizer que os colegas da faculdade haviam se unido aos seus vizinhos para humilhá-la e que o tom de voz dos professores estava esquisito.

Ao passar nos corredores da faculdade achava que seus colega faziam gestos obscenos.

Em casa ficava cada vez mais isolada e deixou de assistir TV pois achava que estavam divulgando notícias sobre ela.

Começou a queixar-se que não podia tomar banho pois os vizinhos a espionavam com câmeras.

Ouvia vozes que comentavam seus atos.

Passou a procurar microfones pela casa pois achava que estava recebendo transmissões de rádio.

Abandonou a faculdade para sentir-se mais tranquila.

Finalmente foi levada ao psiquiatra

O que é a esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno mental crônico, grave e muitas vezes incapacitante. Afeta cerca de 1% da população, ou seja, 1 caso a cada 100 pessoas.Pessoas com esquizofrenia geralmente ouvem vozes que outras pessoas não ouvem. Acreditam que seus pensamentos podem ser irradiados para o mundo ou que estão sendo perseguida. Estas sensações fazem com que sintam-se amedrontadas e por isso tendem a isolar-se e apresentarem dificuldade nos relacionamentos.

Sintomas

Os sintomas geralmente se desenvolvem em homens no final da adolescência e em mulheres por volta dos 20-30anos. Alguns casos podem aparecer na adolescência.

Os sintomas geralmente incluem alucinações (sensações irreais, como ouvir vozes), delírios (crenças irreais, como por exemplo acreditar que está sendo perseguido), alterações do pensamento, alterações dos movimentos, afeto achatado (dificuldade em ter sentimentos), isolamento social e déficit cognitivo (alterações de memória, aprendizado, etc).

Tratamento

Os tratamentos disponíveis pode eliminar muitos dos sintomas e permitir ao paciente ter uma vida em sociedade, com independência e qualidade de vida.

As principais medicações utilizadas são os antipsicóticos, que controlam as alucinações, delírios e melhoram o isolamento. Outros medicamentos podem ser necessários.

Existem diferentes tipos de esquizofrenia?

Sim. A esquizofrenia pode apresentar-se em diferentes formas:

Paranóide – É a forma mais comum de esquizofrenia. Apresenta-se principalmente com delírios persecutórios e alucinações.

Hebefrênica – Nesta forma o afeto do paciente encontra-se mais alterado, com comportamento infantil e bizarro.

Outros tipos de esquizofrenia incluem a forma catatônica, indiferenciada e residual.

Como ajudar alguém com esquizofrenia?

O tratamento com antipsicóticos é fundamental. Mas abordagens psicossociais, como terapia ocupacional e orientação sobre a doença e o tratamento são importantes.

A hospitalização pode ser necessária na fase inicial da doença, nos casos de agitação ou pensamentos suicidas.

O paciente com esquizofrenia precisa ser amparado e compreendido. É importante ter em mente que para ele, seus sintomas são reais, e causadores de sofrimento intenso.

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